A Fenomenologia e o Existencialismo não nasceram na Psicologia, mas na Filosofia. Com o tempo, seus conceitos passaram a ser aplicados à clínica psicológica como uma resposta à necessidade de compreender o sofrimento humano de forma mais próxima, singular e contextualizada.
Enquanto algumas abordagens buscam explicar o sofrimento a partir de causas específicas (conflitos inconscientes, padrões de comportamento, diagnósticos etc) a perspectiva fenomenológico-existencial busca compreender a experiência humana a partir daquilo que se mostra, do fenômeno. O foco é na experiência concreta, no sentido que emerge com aquilo que se vive.
Na clínica, isso significa escutar com atenção a singularidade de cada história, sem corresponder precipitadamente uma interpretação ou explicação causal com aquilo que ora ocorre na vida do outro. Tais correspondências podem obscurecer a compreensão do fenômeno em si, levando a uma generalização que perde de vista a singularidade da existência.
A Fenomenologia oferece um método: “voltar às coisas mesmas”, ou seja, olhar para a experiência como ela se mostra. O Existencialismo traz uma compreensão da existência através de temas como a liberdade, a responsabilidade, o sentido, a finitude…
A Fenomenologia Existencial se destaca por oferecer uma compreensão profunda, rigorosa e humanizada da experiência humana. Acompanhar o percurso de alguém através desta perspectiva exige mais do que técnica, requer a suspensão de julgamentos e certezas. Essa postura profissional respeita e sustenta o caráter de abertura do outro (cliente) e do próprio encontro psicoterapêutico.


